A História de Extrema
A história de Extrema começou muito antes de sua emancipação. Durante muitos anos, seu território fez parte de Camanducaia, uma das localidades mais antigas do Sul de Minas Gerais.
Em 1764, o governador da Capitania de Minas Gerais, Luís Diogo Lobo da Silva, determinou a criação de um posto de fiscalização próximo ao Rio Jaguari. O objetivo era controlar a passagem de mercadorias e evitar o transporte ilegal de ouro. O posto também ajudava a marcar o domínio de Minas Gerais sobre a região, que era disputada com São Paulo. Essa questão de fronteira só foi resolvida definitivamente na década de 1930.
Um dos primeiros registros sobre a presença de moradores no local aconteceu em 26 de dezembro de 1788. Nesse dia, foi registrado, na igreja de Nossa Senhora da Conceição de Camanducaia, o batismo de um menino cujos pais viviam no lugar conhecido como “Bairro da Extrema”.
Com o crescimento da população, surgiu a necessidade de construir uma capela. Em agosto de 1832, o fazendeiro José Alves recebeu autorização da Diocese de São Paulo para levantar o templo, que foi dedicado a Santa Rita de Cássia. A capela tornou-se um importante ponto de encontro para os moradores e ajudou no desenvolvimento da comunidade.
Durante o período do Império, moradores de Santa Rita da Extrema também participaram de movimentos que buscavam maior autonomia para as localidades do Sul de Minas.
No final do século XIX, Extrema recebeu imigrantes europeus, principalmente italianos e portugueses. Aos poucos, essas famílias passaram a participar da vida social, econômica e política da região. Anos depois, imigrantes japoneses também se estabeleceram no município, contribuindo para sua diversidade cultural.
Em 1901, o território foi separado de Camanducaia e Extrema conquistou sua emancipação político-administrativa. Esse momento histórico é comemorado todos os anos no dia 16 de setembro.
Ao longo do século XX, a cidade passou por grandes transformações. Em 1961, foi concluída a BR-31, atualmente conhecida como BR-381 ou Rodovia Fernão Dias. A estrada facilitou o transporte e aproximou Extrema de importantes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte.
Na década de 1960, começaram as primeiras iniciativas para desenvolver o turismo. Já na década de 1970, a cidade recebeu sua primeira indústria. A partir dos anos 1980, Extrema intensificou a atração de empresas, criando empregos e fortalecendo sua economia.
Outro momento importante foi a duplicação da Rodovia Fernão Dias, concluída em 2005. A melhoria da estrada favoreceu ainda mais o crescimento econômico e industrial do município.
Mesmo com seu rápido desenvolvimento, Extrema também passou a investir na preservação de seus recursos naturais, de sua história e de sua cultura. A cidade buscou diversificar sua economia sem deixar de valorizar suas paisagens, tradições e patrimônio.
Nos últimos anos, Extrema ganhou destaque em Minas Gerais e no Brasil por seus resultados nas áreas de saúde, educação, emprego, renda, segurança, turismo, meio ambiente e qualidade de vida.
De um pequeno bairro às margens do Rio Jaguari, Extrema tornou-se uma cidade moderna, industrializada e em constante crescimento. Sua história é construída pela união entre desenvolvimento, cultura, natureza e pelas diferentes pessoas que ajudaram a formar o município.